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Tabela de medidas de roupas é o documento que diz, para cada tamanho, quais medidas do corpo (ou da peça) ele atende. Sem ela, a sua confecção vende por tentativa, e o lojista devolve por medida errada. Neste guia você aprende como criar a tabela de medidas da sua marca do zero: pontos de medição, progressão entre tamanhos, referências para público feminino, masculino e infantil e os erros que mais geram troca.
É um guia prático, pensado para quem produz e vende no atacado: só o que resolve o dia a dia do ateliê e da venda.
A tabela de medidas é uma grade que relaciona cada tamanho (PP, P, M, G, GG, XG…) às medidas que ele corresponde. Ela pode ser feita de duas formas:
O ideal é ter as duas, ou, no mínimo, deixar claro na sua tabela qual delas está sendo usada. Essa confusão, sozinha, já é motivo de muita troca.
Muita gente usa os termos como sinônimos, mas eles têm papéis diferentes:
Se você já mantém uma ficha técnica de roupas, use as medidas dela como base e só traduza o que o cliente e o lojista precisam enxergar.
Antes de montar a tabela, é preciso saber medir. Os pontos mais usados em roupas são:
Meça sempre com a fita justa, sem apertar, e sobre roupa leve. Se você mede a peça (e não o corpo), deite-a plana na mesa e multiplique por dois as medidas de largura; é assim que o lojista costuma conferir.
Feminino, masculino, infantil, plus size? Cada público tem uma grade própria. Defina quantos tamanhos a sua marca vai trabalhar (por exemplo, P ao GG) e mantenha a mesma nomenclatura em todos os produtos; uniformidade gera confiança.
Para vender ao lojista, a medida da peça é mais direta. Para o consumidor final, a medida do corpo ajuda a escolher. Sempre que possível, ofereça as duas colunas ou explique qual está em uso.
Pegue a peça aprovada de cada tamanho (a piloto) e meça ponto a ponto. Registre tudo em uma planilha. É desse material que nasce a sua tabela real, não de uma tabela pronta copiada da internet.
O segredo de uma boa grade é a progressão constante: a diferença entre P e M deve ser parecida com a diferença entre M e G. Em roupas femininas, a progressão costuma ficar em torno de 4 a 6 cm por tamanho no busto e no quadril. Progressões irregulares são o principal motivo de o cliente “não achar o tamanho dele”.
Antes de publicar, vista as peças em pessoas com medidas conhecidas. Nada substitui a prova: é ali que você descobre se a Cintura do M realmente veste quem tem 70 cm de cintura.
Coloque a tabela em documento único, com a mesma estrutura para todos os produtos. Padrão é o que permite o lojista confiar na sua grade sem conferir peça por peça.
Modelagem nova, tecido com mais elasticidade, fornecedor diferente: tudo isso muda medida. Revise a tabela a cada lançamento para não arrastar erro de coleção antiga.
Como interpretar estas referências: as tabelas abaixo são referências editoriais baseadas em normas técnicas brasileiras de definição e referência de medidas corporais. Não são uma transcrição oficial das normas nem substituem a tabela própria da sua confecção. Valide os números com a sua modelagem, amostras e provas de vestibilidade.
Use as faixas abaixo como ponto de partida e ajuste à sua modelagem. Medidas de corpo, em centímetros:
| Tamanho | Busto | Cintura | Quadril |
|---|---|---|---|
| PP | 78–82 | 58–62 | 86–90 |
| P | 82–86 | 62–66 | 90–94 |
| M | 86–90 | 66–70 | 94–98 |
| G | 90–98 | 70–78 | 98–106 |
| GG | 98–106 | 78–86 | 106–114 |
| XG | 106–114 | 86–94 | 114–122 |
| Tamanho | Tórax | Cintura |
|---|---|---|
| PP | 88–92 | 70–74 |
| P | 92–96 | 74–78 |
| M | 96–100 | 78–84 |
| G | 100–108 | 84–92 |
| GG | 108–116 | 92–100 |
| XG | 116–124 | 100–108 |
No infantil, a estatura manda mais que a idade. A referência por idade abaixo é só um atalho; sempre confirme pela altura da criança:
| Idade | Estatura | Tórax | Cintura | Quadril |
|---|---|---|---|---|
| 2 anos | 88–95 | 52–54 | 50–52 | 54–58 |
| 4 anos | 96–105 | 54–58 | 52–54 | 58–62 |
| 6 anos | 106–115 | 58–62 | 54–56 | 62–66 |
| 8 anos | 116–125 | 62–66 | 56–58 | 66–70 |
| 10 anos | 126–135 | 66–70 | 58–62 | 70–76 |
| 12 anos | 136–145 | 70–76 | 62–66 | 76–82 |
As tabelas acima são referências editoriais aproximadas, orientadas pelas normas listadas ao final. Elas não substituem a medição das suas peças. Use como comparação e adapte à sua modelagem.
Quase toda troca por tamanho nasce de um destes problemas:
De nada adianta uma tabela perfeita se o lojista não a encontra. Coloque o guia de tamanhos em um lugar fixo e fácil:
Se você ainda está montando o catálogo, o passo a passo completo está em como fazer um catálogo virtual; as dúvidas frequentes, em 12 dúvidas sobre catálogo virtual; e as fotos que valorizam a grade, em como tirar fotos de produtos para vender.
É a grade que relaciona cada tamanho às medidas que ele atende, seja do corpo (busto, cintura, quadril) ou da peça pronta. Serve para o cliente e o lojista escolherem o tamanho certo sem errar.
Meça as peças-piloto de cada tamanho, defina a progressão entre eles, valide com prova real em pessoas, documente tudo em um padrão único e revise a cada coleção. A base é sempre a sua modelagem, não uma tabela copiada.
As duas têm valor: a medida do corpo ajuda o consumidor final a escolher; a medida da peça ajuda o lojista a comparar com o que já vende. O essencial é deixar claro na tabela qual delas está sendo usada.
Não existe uma única obrigatória. Há referências de mercado e normas técnicas, mas cada marca define a sua grade conforme modelagem e público. Por isso as tabelas variam de loja para loja.
Escolha o público e a nomenclatura (PP ao XG, por exemplo) e mantenha a mesma em todos os produtos. A diferença entre um tamanho e o seguinte deve ser constante, para o cliente achar o seu com segurança.
Estatura. A idade serve só como referência inicial, porque crianças da mesma idade têm alturas muito diferentes. Sempre confirme o tamanho pela altura da criança.
Sim, e bastante. Boa parte das trocas por tamanho acontece por falta de informação clara. Uma tabela precisa, com orientação de como medir, reduz a devolução e melhora a experiência do lojista.
As referências técnicas consultadas para orientar este conteúdo são:
Consulte o Catálogo ABNT para verificar a edição e a vigência das normas. As tabelas deste artigo são aproximações editoriais para orientação inicial e devem ser adaptadas à modelagem, ao público e às peças reais de cada marca.
Uma tabela de medidas bem feita vende mais e devolve menos. Preencha as medidas da sua confecção e exiba as medidas no seu catálogo virtual; é o jeito mais rápido de profissionalizar a venda no atacado.